Respiração celular e fermentação (ENEM Biologia): Notas de revisão
Respiração Celular e Fermentação
Produção Energética Celular
A energia que nos mantém vivos não vem diretamente dos alimentos. Na verdade, existe uma relação complexa entre a comida que ingerimos e a energia que uma célula utiliza. Quando pensamos na química envolvida na produção de energia, devemos focar nas moléculas que participam dos processos geradores de energia.
As células direcionam todo esse processo através de reações químicas que quebram os carboidratos. Essas reações liberam energia que fica armazenada em duas moléculas principais através de dois processos fundamentais: respiração celular e fermentação.
A energia celular não é obtida diretamente dos alimentos, mas sim através de complexas reações químicas que transformam nutrientes em energia utilizável pelas células.
ATP: A Moeda Energética da Célula
ATP (adenosina trifosfato) é fundamental para o funcionamento celular. Essa molécula contém três grupos de fosfatos ligados entre si. A energia fica armazenada nas ligações químicas entre esses fosfatos.
Quando a célula precisa de energia, uma molécula de ATP é quebrada, liberando energia utilizável. A molécula resultante chama-se adenosina difosfato (ADP) e possui apenas dois grupos de fosfatos.
A célula pode usar essa energia liberada em diversos processos como:
- Produção de calor
- Contração muscular
- Transporte ativo de substâncias
- Síntese de substâncias
Respiração Celular Aeróbica
A respiração aeróbica utiliza oxigênio como receptor final de elétrons. Este processo é muito mais eficiente que a fermentação, pois consegue produzir 38 moléculas de ATP a partir de 38 moléculas de ADP e 38 grupos de fosfatos.
A respiração aeróbica pode ser dividida em três etapas principais: glicólise, ciclo de Krebs e fosforilização oxidativa.
Glicólise
A glicólise acontece no citoplasma da célula e não depende de oxigênio. Neste processo, são liberados quatro hidrogênios que se combinam com moléculas de NAD (nicotinamida-adenina-dinucleotídeo) para formar NADH.
Durante a glicólise, cada molécula de NAD se transforma em NADH. A energia liberada é suficiente para produzir 2 ATP.
Resultado da Glicólise:
- 2 ATP
- 2 NADH
- 2 ácidos pirúvicos
Ciclo de Krebs
Cada ácido pirúvico reage com uma molécula conhecida como coenzima A, formando acetil-coenzima A, gás carbônico e hidrogênios.
O é liberado e os hidrogênios são capturados por moléculas de NAD, formando NADH nesta reação.
Em seguida, cada molécula de acetil-CoA reage com uma molécula de ácido oxaloacético, resultando em citrato (ácido cítrico) e coenzima A.
Equação simplificada do Ciclo de Krebs:
Cada ácido cítrico passa por uma via metabólica cíclica, chamada ciclo do ácido cítrico ou ciclo de Krebs, onde é transformado sucessivamente em outros compostos.
Fosforilação Oxidativa
As moléculas de NAD, FAD e os citocromos que participam da cadeia respiratória captam hidrogênios e os transferem através de reações que liberam energia para um receptor seguinte.
O último receptor de hidrogênios na cadeia respiratória leva à formação de moléculas de ATP. Este processo é chamado de fosforilação oxidativa.
Equações da fosforilação oxidativa:
Resultado total: 34 ATP
Respiração Celular Anaeróbica
É o processo metabólico celular realizado em ambientes caracterizados pela ausência de gás oxigênio ().
A principal forma de respiração anaeróbica para produção de ATP acontece por fermentação. Esta opção é comum em células musculares submetidas a um ritmo frenético do metabolismo (contração e relaxamento), onde o fornecimento de oxigênio não supre o esforço requerido.
O processo é semelhante à glicólise da respiração celular, diferenciando apenas pelo agente receptor. Neste caso, o ácido pirúvico é transformado em ácido lático ou álcool etílico, regenerando a molécula enzimática intermediária NADH.
Tipos de Fermentação
Fermentação Láctica
O NADH transfere seus elétrons diretamente para o piruvato, gerando ácido lático () como subproduto. Este tipo de fermentação é realizada por bactérias que fermentam o leite, gerando produtos como iogurtes.
Características importantes da fermentação láctica:
- Esse ácido causa diminuição do pH do leite
- Provoca coagulação das proteínas e produz a coalhada sólida
- É utilizada na fabricação de queijos
As células musculares também realizam fermentação láctica em situações de pouco oxigênio, como um grande esforço físico. A baixa concentração de torna difícil a realização da respiração celular normal, então as células utilizam a fermentação para obter energia.
O acúmulo de ácido lático nas células causa dor muscular, embora pesquisas recentes sugiram que esse acúmulo não seja o responsável pela dor.
Fermentação Alcoólica
O NADH doa seus elétrons para um derivado do piruvato, produzindo etanol. Este processo é realizado através de duas etapas.
Processo da Fermentação Alcoólica:
Primeira etapa: A molécula de piruvato é quebrada produzindo duas moléculas de acetaldeído () e liberando duas moléculas de dióxido de carbono ().
Segunda etapa: As duas moléculas de NADH passam seus elétrons para os dois acetaldeídos, transformando-os em duas moléculas de etanol () e regenerando o .
Este tipo de fermentação é realizada pelo fungo do tipo levedura chamado Saccharomyces cerevisiae. É utilizada na fabricação de bebidas alcoólicas devido à produção de etanol, e na produção de fermento biológico, já que o gás carbônico liberado infla a massa.
Pontos-chave a serem lembrados:
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ATP é a moeda energética da célula, fornecendo energia para todos os processos vitais
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Respiração aeróbica produz 38 ATP e ocorre em três etapas: glicólise, ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa
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Glicólise acontece no citoplasma e não precisa de oxigênio, produzindo 2 ATP
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Ciclo de Krebs ocorre na mitocôndria e gera , NADH e
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Fermentação é um processo anaeróbico que regenera e produz subprodutos como ácido lático ou etanol